Proposta Pedagógica

Projeto Político Pedagógico:

 

Marco Scalabriniano

A Congregação das Irmãs Missionárias Scalabrinianas de São Carlos Borromeo nasceu da intuição profética do “Pai dos Migrantes”, que no final do século XIX participou da dramática situação dos migrantes que abandonavam sua pátria rumo à terra desconhecida. Ele dizia “No rosto do migrante vejo o rosto de Cristo”. Via nas pessoas coagidas à migração, o Cristo obrigado a fugir de sua pátria, a exilar-se em terras estrangeiras porque era perseguido. “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para lhe tirar a vida” (Mt 2,13b).

As migrações humanas tiveram lugar, em todos os tempos, e numa variedade de circunstâncias. Têm sido tribais, nacionais, de classes ou individuais. As suas causas têm sido políticas, econômicas, religiosas, ou por mero amor à aventura. Os seus resultados, são fundamentais para o estudo da etnologia, história da política-social, para a economia e, também hoje, na referência para a missão Scalabriniana. Dom Scalabrini desenhou um projeto de evangelização integral para a causa da mobilidade humana, tendo como pilar o migrante, sua promoção e a vivência de sua fé.

A ação educativa Scalabriniana, diante do apelo da Igreja e dos desafios da mobilidade, tem como ponto de partida sua missão que consiste em “promover uma educação de excelência na diversidade, formando pessoas comprometidas com a cidadania universal, fundamentada nos valores cristãos”. Também empenha-se na transformação do mundo, colocando como compromisso a evangelização e a valorização do ser humano enquanto filho de Deus, resgatando-lhe a dignidade. Tem como base de sua ação as “diretrizes para uma educação Scalabriniana”, onde “a escola procura afirmar no seu cotidiano a grandeza do homem e da mulher como uma imagem e semelhança do Criador” (Gn 1,26).

Educar sempre se apresentou como uma tarefa essencial e não obstante complexa. O maior risco dessa complexidade é comprometer o essencial, isto é, a formação da pessoa na sua integralidade, considerando a dimensão horizontal (humana) e vertical (espiritual) da educação.

Vivemos hoje num cenário de mudanças velozes, na sociedade, na Igreja, na família, na escola em rápida transformação. O ser humano está ausentando-se da vivência dos valores evangélicos e cristãos. O próprio Jesus não apenas dá a vida, mas também comunica a vida eterna, transmite a transcendência da vida divina em abundância: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância.” (Jô 10,10). Jesus confia à Comunidade Educativa a missão de educar, cuidar com amor e zelo das crianças, jovens e família, por meio de uma educação que transcenda a sala de aula e eduque para a autonomia, a solidariedade e a cidadania universal, realizada no “pluralismo e na atualização constante de suas formas e meios” (cf. Constituições MSCS, 1985, n. 98. p. 41), e tendo como finalidade a de promover o desenvolvimento do ser humano em todas as suas potencialidades, como ser individual e relacional consigo, com os outros, com a natureza e com Deus.


MISSÃO

 

Promover uma educação de excelência na sua diversidade, formando pessoas comprometidas com a cidadania universal, fundamentada nos valores cristãos.

 

VISÃO

 

Ser referência em educação e na acolhida personalizada.

         

VALORES SCALABRINIANOS

Acolhida, esperança, itinerância, alteridade, comunhão na diversidade e solidariedade.

 

FUNDAMENTOS TEÓRICO-EPISTEMOLÓGICOS

O Projeto Pedagógico e Político da Rede ESI – Educação Scalabriniana Integrada tem como ponto de partida sua missão que consiste em “Promover uma educação alicerçada nos valores Scalabrinianos, ressignificando o aprender, o ser, o fazer e o conviver, contribuindo no processo de transformação pessoal e social”.

Educação de excelência traz presente a finalidade da educação no País conforme explicita a lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, Título II art. 2º: “A Educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A Educação Scalabriniana está pautada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9394/96, nos RCN´s – Referências Curriculares para a Educação Infantil, nos PCN´s – Parâmetros e Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e Médio e demais leis que normatizam e orientam a educação no País.

A “Cidadania universal” remonta ao grande sonho do Fundador da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, João Batista Scalabrini, o qual idealizou o mundo como a “Pátria do Homem”, onde todos possam ser amados, respeitados e vivam como irmãos, sem discriminação de etnia, cultura ou religião. Segundo Scalabrini “para o migrante pátria é a terra que lhe dá o pão”.

Nesta perspectiva, a acolhida, a itinerância e a comunhão na diversidade, assim como a alteridade, a solidariedade e a esperança são valores que permeiam o processo educativo nas unidades da Rede ESI, em consonância com o projeto político de Jesus Cristo.

A Rede ESI assume os princípios educacionais através do Projeto Político Pedagógico (PPP) que contempla as diferentes modalidades de ensino assumidas, e que seja capaz de explicitar os ideais comuns.

Os recursos necessários e os critérios norteadores para cada um dos aspectos do PPP contemplarão os níveis de atuação escolar.

Para atender a fundamentação teórica da Rede ESI, tem-se por base os teóricos: Henri Vallon, David Ausubel, Maria Montessori, Edgar Morin, Philippe Perrenoud, Jean Piaget e Vygostki.

 


PRINCÍPIOS NORTEADORES DAS ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS:

 

As estratégias pedagógicas que serão desenvolvidas para atingir as competências educativas propostas têm os seguintes princípios norteadores, fundamentados nos Quatro Pilares da Educação para o século XXI, organizando-se a volta de aprendizagens fundamentais que atentam sempre mais as quatro grandes competências:

a) cognitiva - “aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos de compreensão”;

b) produtiva - “aprender a fazer para poder agir sobre o meio envolvente”;

c) Social – “aprender a viver em comum a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades”;

d) Pessoal - aprender a ser via essencial que integra as três precedentes.

Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar, mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de cidadania e fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante, por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.

A formação integral: O processo educativo está direcionado, para contribuir com a formação integral do aluno, trabalhando simultaneamente, a formação científico-cultural, a formação político-social-cristã na vivência em Pastoral, para o exercício da cidadania universal, a formação profissional visando à formação das competências e valores definidos na Proposta.

O compromisso social: A educação é considerada na sua dimensão problematizadora e potencialmente transformadora da realidade social, questão que se expressa em concepções e ações educativas, que privilegiam a consolidação da identidade nacional e o compromisso com o desenvolvimento econômico, social, religioso e cultural do mundo.

A relação teoria-prática: O desenvolvimento do pensamento teórico e a construção do conhecimento científico constituem função relevante da educação escolar. Para cumprir a função essencial da educação escolar, a prática assume posição indispensável nesse contexto. Essa constitui um importante ponto de partida e uma importante forma de comprovação da atividade teórica, além de sua função motivadora no processo de aprendizagem. Na prática, exercitam-se capacidades e habilidades que contribuem de forma importante para o desenvolvimento do aluno, pois, nela acontecem situações problematizadoras que demandam a criatividade, responsabilidade e decisão dos alunos. A prática é um cenário psicológico muito particular no desenvolvimento pessoal.

A interdisciplinaridade e transdisciplinaridade: A realidade apresenta uma complexidade a ser conhecida que demanda a utilização de diferentes perspectivas para sua compreensão. No processo educativo, a não fragmentação do conhecimento e as abordagens interdisciplinares constituem elementos essenciais para contribuir na formação de uma representação do real na sua complexidade e multiplicidade. A interdisciplinaridade permite superar as divisões estanques do conhecimento em disciplinas rígidas, que estimulam a reprodução mecânica dos alunos, mas não os processos de compreensão do que fora estudado em sua diversidade.

O ensino individualizado: A capacidade de perceber que o sujeito é único ao aprender, pois o processo de aprendizagem está inserido na sua subjetividade, implica um processo de ensino que considera o aluno como um sujeito com características próprias, tendo em conta no planejamento a execução das estratégias de ensino, atividades que o atendam de forma individualizada.

A comunicação como diálogo: A comunicação como processo intersubjetivo, diálogo constitui o principal espaço da aprendizagem. É nesse espaço interativo que são gerados os processos de significação e sentido que resultam no aprendizado. Simultaneamente, a comunicação constitui uma das principais forças motoras do desenvolvimento da personalidade. Privilegiar a comunicação no seu sentido dialógico e não meramente informativo implica a transformação significativa da forma expositiva e, essencialmente unidirecional que caracteriza os modelos de ensino dominantes.

 

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM:

 

A avaliação na Rede ESI é concebida como um processo direcionado a comprovar se as competências e valores educativos propostos estão sendo atingidos, visando às decisões necessárias para a sua consecução. Assim, há avaliação da aprendizagem e do desenvolvimento do aluno, do desempenho docente e do trabalho pedagógico e pastoral da Instituição em seu conjunto.

No processo avaliativo do aluno, a avaliação será utilizada em suas funções diagnóstica, formativa e somativa. Será privilegiado o caráter processual da avaliação e a função formativa emergirá como a função essencial para a tomada de decisões orientada para aprimorar, reorientar e corrigir as ações pedagógicas que serão desenvolvidas. O processo de avaliação se conceberá, essencialmente, como um processo interativo e individualizado, no qual a comunicação professor-aluno desempenhará um papel essencial no estímulo aos resultados dos processos de aprendizagem e desenvolvimento e, simultaneamente, constituirá incentivo para atingir novos níveis e para organizar os passos subsequentes.

Os principais instrumentos de avaliação a serem utilizados serão: a observação sistemática do aluno, a análise de suas produções, tanto individuais quanto coletivas, as atividades específicas desenhadas para esse fim em função dos objetivos a serem avaliados e a auto avaliação.




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